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Eu não vou a igreja, e tudo bem!

Oi! Tudo bem?

Estava muito sumida, realmente. A  vida de adulto é sempre uma loucura, pois nunca se tem tempo para organizar o ritmo ao qual viver.
Há algum tempo eu penso em reabrir o blog, entretanto, tudo é uma balança para se pesar. A última postagem que fiz repercutiu muito de forma negativa por trás do blog. Eu sempre soube que as pessoas são complicadas e maldosas, mas sentir isso na pele é algo inacreditável. Mas, tudo o que passei tem tido, para mim, um retorno positivo na minha auto-análise e na análise do comportamento social.
Para além da postagem e a reação das pessoas interessadas apenas na fofoca e na intriga, coube, também, eu analisar o intuito do blog. Sempre tive uma aptidão muito boa para DIY e diquinhas, entretanto, não acho que isso possa ajudar muitas das pessoas que leiam esse meu espaço. Optei, então, colocar aqui o que eu penso sobre a vida e as mazelas que permeiam nossa vivência nessa sociedade sádica.
Claramente, pelas minhas palavras anteriores, eu estou com uma postura niilista ao extremo. kkk Mas, digamos que esse é meu momento! Depois que saí da igreja, tive uma nova visão de mundo. A forma que somos direcionados a pensar, termina por não incentivar o pensamento crítico dentro da sociedade, e esse processo de desligamento religioso foi como um novo nascimento. Eu precisei rever as atitudes e opiniões que faziam de mim a Monik certinha e que todas as mães da igreja tinham como exemplo (muitas me falaram isso) e passei a ser o que quase nenhuma delas gostaria, EU.
É realmente muito gostoso e de inflar o ego você ser a "inspiração" para alguém, mas só se aproveita isso quando se é verdadeiro consigo mesmo. Toda vez que uma pessoa me falava que me admirava ou algo do tipo, era a repulsa que tomava conta da minha cabeça.
Todos temos dentro de si uma fragilidade, o que é normal, não se culpe por isso. Entretanto, não se pode colocar essa fragilidade a frente da sua vida ou da sua forma de pensar. Eu tinha muito medo de sair (tanto por medo de decepcionar meus pais quanto por ter cargos dentro da igreja) e se eu não tivesse tido a atitude de sair da igreja quando saí, provavelmente nunca teria tido a força para tal, e seria, para sempre, uma pessoa que eu não sou e não gostaria de ser.
Da mesma forma é quando eu quiser voltar para a igreja, e se eu quiser. Tudo é uma decisão só minha, pois, a vida que vai ser influenciada, atrapalhada ou melhorada é a minha. Meu conselho, pois me ajudou muito, é você sempre pesar suas atitudes para nunca dar um passo em falso, pois, quando você precisar lidar com os problemas que irão (e eles sempre virão), você precisa estar convict@ do que é necessário para afirmar seu ponto de vista.
Hoje eu estou passando por um processo de autoconhecimento A-B-S-U-R-D-O. Aceitação, empoderamento, desligamento e reflexão são um dos pontos que faz de mim uma pessoa ao qual me reconheço. Recomendo para todos que estão lendo esse relato, que reflita sua atitudes, seus conceitos e sobre a própria sociedade, para só aí você se agir.

Eu escolhi sair da igreja, sofri MUITO, me machuquei, vi minha imagem (principalmente por ser mulher) se desgastar muito a ponto de até ser chamada de puta e afins por uma pessoa que amo, mas, para além de tudo isso, foi uma das melhores decisões que tive na vida.
Apenas para evitar pessoas sem pensamento crítico, vai uma explicação... Sair da igreja não é a mesma coisa que deixar de crer. Então, todo o meu relato foi sobre a igreja como instituição, e não sobre fé!

Beijos!

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